Tipos de plantão médico

Por OGS SAUDE | 14 de julho de 2021

Quais tipos de plantão um médico recém-formado pode fazer? 

 

Se você é um médico recém-formado, este é um post dedicado inteirinho a você.  Segue o fio que hoje nós vamos tirar a maioria das suas dúvidas sobre quais são os tipos de plantão, o que você pode ou não fazer e como é o cotidiano em um plantão médico. Vamos lá? 

Em primeiro lugar é sempre bom lembrar que existe uma grande diferença entre poder fazer um plantão e ser capaz de realizá-lo. É bastante comum no começo da nossa vida profissional a insegurança em certos aspectos, seja em questões técnicas ou mesmo burocrática. 

E se você está aí roendo as unhas de nervoso pensando como será seu primeiro plantão. Relaxe! Nós estamos aqui para te ajudar. Literalmente. Já que a OGS possui uma equipe de Coordenadores bem capacitados com toda a expertise necessária para dar suporte ao plantonista durante toda sua jornada de trabalho.   

Mas se você não é um médico de primeiro plantão e ainda assim sente a necessidade de uma equipe para te dar suporte seja financeiro, administrativo ou técnico. Nós estaremos presentes em todos os plantões 24 horas por dia 7 dias por semana, praticamente um Google em carne e osso. Agora, caso você já esteja apto a realizar plantões e quer conhecer melhor como funciona cada um, deixa comigo que vou te explicar. 

Em termos gerais um médico recém-formado pode fazer qualquer tipo de plantão, exceto aqueles em que seja necessária alguma especialidade. Porém certos locais poderão solicitar alguns pré-requisitos como residência médica em clínica ou cirurgia geral.  

Os Plantões nas Unidades de Serviço de Emergência podem ser tanto em centro de saúdes (extra-hospitalares) quanto em hospitais. Esse é o plantão que os estudantes de medicina já estão mais familiarizados por que é rotina do 5° e 6° ano. Nest post vamos nos aprofundar um pouco mais nos serviços extra hospitalares. 

Nas unidades de serviços extra hospitalares, você pode atuar tanto numa Unidade Básica de Saúde, as UBS quanto numa Unidade de Pronto Atendimento, as UPAs.  O serviço de emergência mais comum no Brasil é realizado pelo SUS. No que chamamos de Porta Aberta, por atender a livre demanda da região em que está localizada. Onde o paciente pode ser tanto um caso ambulatorial simples quanto emergencial de fato.  Embora a maioria dos casos seja de baixa complexidade, uma média de 90% dos casos atendidos. Ou seja, os pacientes conseguem receber todo atendimento e tratamento naquele local sem precisar de exame mais complexo ou internação. Em geral você irá atender cistites, síndromes gripais, enxaqueca, conjuntivite etc.   

Pois, a principal função dessas unidades é filtrar o atendimento. Quando identificamos casos mais complexos estabilizamos o paciente, mantendo a via área patente, estabilizamos hemodinamicamente e transportamos ele para centros hospitalares para investigação e tratamento definitivo. Assim o sistema é otimizado, já que a manutenção e instalação de centros mais complexos é muito caro. Geralmente municípios muito pequenos não conseguem arcar com essas despesas, seus pacientes mais graves são encaminhados para grandes centros e algumas cidades possuem apenas um local onde poderão atender toda a demanda da região.  

A infraestrutura dessas unidades é básica, geralmente possuem medicações para estabilizar emergências como infartos, anafilaxia, broncoespasmos, materiais para intubação, para dreno de tórax, acesso venoso central, antídotos para algumas intoxicações entre outros, equipamentos para monitorização cardíaca, oxímetro de pulso, pressão arterial e um carrinho com desfibrilador. Em alguns desses locais também é possível realizar exames, como Raio X. 

Se você faz plantão em unidades hospitalares, pode ser um pouco diferente. Apesar do fato que em hospitais você também estar sujeito a livre demanda, principalmente hospitais particulares onde se atende convênio médico. Mas existem algumas diferenças. Geralmente você irá encontrar pacientes que já foram atendidos em uma outra unidade de pronto atendimento e encaminhado para um tratamento definitivo, pacientes emergenciais em estado grave e que precisam de uma intervenção aguda e imediata. Este é um nível de complexidade um pouco mais alto. Por esta razão, este tipo de plantão exige um conhecimento e capacidade técnica mais altos do médico.  

A maioria dos plantões começam as 7h00 da manhã ou as 19h00. Primeira coisa a se fazer quando se inicia um plantão é pegar os casos para serem reavaliados. Pois, é natural a equipe do turno anterior acabe acumulando alguns casos, e existem alguns pacientes para serem revistos e exames para serem checados, reavaliação de casos graves etc. Tudo isso é passado para a próxima equipe que está entrando brevemente, um período de 10 a 15 minutos que se chama passagem de plantão. Isso costuma acontecer em todos os tipos de plantões, tanto pronto socorro quanto enfermaria. 

E quando você inicia o plantão nunca sabe o que vai pegar na próxima ficha, se é algo clínico ou cirúrgico. Então você faz a avaliação e formula sua hipótese. Caso você seja um interno, conversa com o chefe e apresenta seu diagnóstico, lembrando que um aluno nunca pode solicitar um exame sozinho. Se não, você pode consultar a equipe de Coordenadores OGS presentes naquele plantão.  E decide de forma mais segura os próximos passos para aquele atendimento.  

 

No caso das UTIs o sistema é bem parecido, nesse caso você será responsável por um número de leitos que terão pacientes em condições graves e que precisarão de monitoração contínua, terapia intensiva, entre outros. Este é um plantão de alta complexidade onde a importância de uma equipe de suporte, como os Coordenadores da OGS, é extremamente importante.  

 

Os plantões de serviço móvel de emergência médica, como o SAMU, têm um alto nível de complexidade, onde a necessidade de estabilizar o paciente é urgente.  Nesta modalidade é imprescindível a boa capacidade técnica do médico. Pois ele irá atuar num cenário de respostas urgente desde uma parada cardiorrespiratória, intubação orotraqueal, drenagem de tórax até imobilizações ortopédicas.  

 

Existem também os plantões a distância que são aqueles em que o médico fica com um bipe que é acionado de acordo com a demanda do plantão. Geralmente esse tipo de plantão é reservado para especialidades como Oftalmologista, otorrinolaringologista ou mesmo endoscopia. Isso porque a taxa do fluxo de emergência é um pouco mais baixa, dependendo da região e se aquele hospital é referência para aquela especialidade.    

 

Então? Você já se sente seguro para começar a realizar plantões? Quer conhecer um pouco mais sobre a estrutura que a OGS oferece ao seus plantonistas? 
Entre em contato conosco que teremos prazer em explicar Tintin por Tintin.  

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